19/07/2017

Vista Alegre - visita à coleção premiada.

Vista Alegre: gostamos de tudo, sem excepção.

Escolhi estas chávenas tão inspiradoras e que fazem lembrar imediatamente que as pessoas precisam de viver com design, com coisas bonitas que nem sempre são "absolutamente" funcionais.
A inspiração destas chávenas de café?

"O Fenómeno decorrente do movimento Art Déco, a rutura de formas e padrões tradicionais caracterizam o jazz dos anos 20 e 30, que constituía tanto um género musical quanto um estilo de vida, extensível ao vestuário, acessórios, espaços e objetos.
Essa atitude desafiante encontra-se no design invulgar, no motivo e na cor desta coleção de chávenas.
Coleção premiada com uma menção honrosa pelo German Design Award 2017."


Muito bom!
Português de Portugal.

16/06/2017

Supreendente.

Surpreendente.
Linhas definidas, sobriedade, elegância, estrutura, consistência. Um desenho que toca a perfeição, de um classicismo com origens conhecidas mas contemporâneo e mesmo nada óbvio.
Uma imagem atraente, para a qual contribui o styling igualmente a raiar a perfeição.
Poderia ter saído de um e-mail do lookbook de uma casa de luxo. Encontramos reminiscências Hermés, Nina Ricci, Tom Ford, Herrera, Mccartney ou Celine (com cortes) e até da Chanel.
A modernidade do preto com azul, a atração do amarelo-fluor em total look (menção especial para aquele cor de rosa - boneca no ponto perfeito para se manter no chique!). As slippers vermelho-escuro-beaurdaux (adoramos esta cor!) que mal se vêm passam a ser indispensáveis.
Tudo isto é Massimo Dutti. Uma linha saída da Inditex que temos verificado que nos últimos anos tem feito algo que nos parece impossível: posicionar-se num nível elevado e sair do target médio Será que vai conseguir? Parece que tudo depende do que encontrarmos nas lojas na próxima estação. Um patamar (ou muitos) claramente mais elevado, em gosto, em inovação, em elegância. Pena é que este novo patamar perca em democraticidade porque a elevação tem sido acompanhada no mesmo movimento dos preços desta marca.
De qualquer forma: aplaudimos com ambas as mãos.
Ah! Claro que também nos parece óbvia a "inspiração" que esta pre coleção recebe de tantos designers das casas de luxo. Mas que interessa isso quando vemos inovação genuína?























31/05/2017

Joias Portuguesas

Já terminou a exposição e por isso aqui fica para quem não conseguiu ver uma das melhores coleções de jóias portuguesas, sobretudo do séc. XVIII (coleção S.J.Philips, de quem haveria seguramente muito a escrever e contar).
A casa museu Medeiros e Almeida (a visitar!) recebeu esta coleção extraordinária.
Uma vez que a entrada se fazia pela sala dos relógios, não consigo deixar de mostrar o pavão maravilhoso do relógio de sala.
A ourivesaria Portuguesa é muito, mas muito especial. E continua a ser, hoje em dia. Pena que os Portugueses muitas vezes não o reconheçam, e andem por aí a exibir bijuteria "michael kors" com tantas coisas bonitas para pôr em cima, feitas por Portugueses e em Portugal!.











BOTÕES:





O relógio do pavão da sala dos relógios (a visitar: imensa história!);






30/05/2017

Tranças e lenços

Lenços: voltaram. Para o pescoço mas também para os pulsos (onde se "arrumam" optimamente quando no pescoço fazem calor!), para o cabelo, mas também nos acessórios como nas carteiras.
As tranças (que há um par de anos pensávamos estarem "banidas" dos "fashion statements") também voltaram e desta vez em todas as formas e feitios, desde o formato "rasta" até ao entrançado africano.
Agora mesmo, esta fotografia do site da Zara faz um resumo magnifico destas duas tendências.
Inspirador!

15/05/2017

Riscas + flores = "obrigatório" em 2017

Porque o melhor tempo do mundo é o que nós estamso a viver.
Riscas com flores é um "must" de que gostamos, em todos os seus formatos e cores.

(Fotografia: net-a-porter)

04/05/2017

Nós.

A nossa roupa, o que pomos em cima de nós, o que usamos, é indissociável do nosso ser, daquilo que somos.
Quando tentamos separar as coisas: escondemo-nos ou erramos, vivemos um equívoco e geramos ambiguidade à nossa volta: enganamos-nos e enganamos as pessoas.
Isto é tão verdade como é verdade que o ter e o ser são coisas muito diferentes, embora a confusão entre ambos seja um dos problemas do mundo actual.
Quando penso nas criações do Yves Saint Laurent (não consigo chamar-lhe simplesmente "roupa") transporto-me imeditamente para o mundo dele,onde me encontro nos "jardins Majorrelle" em Marraquexe e quase que consigo sentir os cheiros da Medina.


E quem consegue dissociar o Gianni Versace das suas casas super decoradas com as formas gregas e romanas clássicas?



A roupa é assim: é mesmo a montra, para os outros, daquilo que somos.
E vai mal a montra quando não mostra o que lá vai dentro.

02/05/2017

Alpercatas.

São o "must have" desta estação. Gostamos especialmente quando vão combinadas com calças e casacos "over size" de corte masculino.
Aqui fica a brevissima história das alpercatas.

Eram os sapatos usados pelas famílias camponesas da Catalunha (Espanha).
No inicio do século passado, a família Catañer fabricava estes sapatos e mais tarde passou a levá-los a feiras, onde conheceram Yves Sain Laurent. Em 1970, este último encomendou-lhes as famosas alpercatas mas com salto. Nesse ano, levou-as para a runway. A partir daí nunca mais deixaram de estar na moda mas há um par de anos para cá, voltaram a ter uma presença verdadeiramente importante.
A novidade? Sempre há novidades em matéria de moda. Neste caso é retirá-las do estilo "boémio" para as juntar a peças de companhia surpreendente como calças de corte masculino, como "chino" ou ganga "boyfriend". Claro que não nos podemos esquecer do casaco "la saharienne" do Yves saint laurent porque aquelas imagens nunca saem da cabeça e, quando saem, para lá voltam sempre porque são de muito boa memória.

Nota: se é homem, não se esqueça: as alpercatas andaram em muitos pés famosos. Desde os do Humphrey Bogart aos de Salvador Dalí.
Sempre com imensa pinta.

 Mango

"As" alpercatas intemporais encontram-se encontram-se aqui .
Se alguém souber onde se vendem em portugal: digam. Desde o ano passado que o Corte Inglés deixou de ter.

20/04/2017

Todas a pessoas precisam de uma mãe.

É publicidade da Uterque, mas contém uma das realidades mais evidentes e preciosas. "A vida não vem com um manual, vem com uma mãe."
Pena que os semeadores do ódio andem a espalhar que  as pessoas não precisam de uma mãe e que as mães se podem descartar.

Folhos: a origem.

 Corria o ano de 1952. Mês: fevereiro. 
Hubert de Givenchy apresentava ao mundo a  coleção com o seu nome. Tinha sido convidado pelo senhor Dior para trabalhar com ele mas, com vinte e poucos anos apenas, abriu uma casa  com o seu nome que viria a mudar a moda para sempre. O desfile abriu com a modelo Bettina Graziani. Até na escolha das modelos, no início dos anos 50 do século passado, o Senhor Hubert foi um visionário. Naquele primeiro ano, a Bettina abriu o desfile.
A moda nunca mais foi a mesma, Para melhor. Diferente. Inovador. Uma mudança que contém todos os motivos da nossa paixão irresistivel e ilimitada pela moda.
O êxito daquela blusa foi tal que ficou conhecida para sempre como a "blusa Bettina". Aqui fica. É do ano de 1952 mas a moda de 2017 foi buscá-la, adoptou-a, apropriou-se dela, tal como saiu das mãos do Senhor Hubert, querendo-a como ele a quis, sem adaptações nem renovações.
Há dias estive com os óculos "Oliver Goldsmith" nas mãos. Todos com o ano de criação na haste interna. 1958. 1959. 1960. 1964. 1966. 1970. 1972. ...
Todos absolultamente fabulosos. Intemporais, Estão hoje à venda e mais actuais do que os actuais.
Este é um dos fenómenos mais interessantes da moda de agora mesmo. 


11/04/2017

Inesperado.

Nem sei o que dizer mas é a parceria mais inesperada de sempre.
A minha aposta: o maior fiasco de todos os tempos da Louis Vuitton. É agora que vão abrir um outlet.
Jeff Koons e Louis Vuitton. O pior é que em vez de inventar alguma coisa ou colocar um dos seus lindos modelos, foi buscar Da Vinci, Rubens, Van Gogh e outros que a esta hora devem estar a dar voltas no túmulo.
Não sei que diga.
Uma carteira com a Mona Lisa é que nunca.

Se não acreditam: vejam isto.

Outro mimo: a entrevista do próprio a explicar a colaboração com a LV. Parece que está a gozar mas é a sério.


Por favor digam-me o que acham. Deixem aqui os vossos comentários!


O meu comentário é o seguinte: estas carteiras parecem compradas nas lojas de souvenirs do Louvre ou noutras lojas de "souvenirs" para turistas. Só são um "bocadinho" mais caras. Se gostar muito, basta ir a um museu perto de si.

:)